segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nova pergunta Tostines



Na semana passada, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) disse a seguinte frase: “Parte da opinião pública não acredita no que vocês (imprensa) escrevem. Vocês batem, mas a gente sempre se reelege”. O deputado Sérgio Moraes é simplesmente o relator do processo contra o deputado Edmar Moreira (aquele, majestade do Castelo Monalisa)... A nova pergunta Tostines é: a imprensa não entendeu o que ele falou ou o que ele falou não foi entendido pela imprensa?

Porque um direito de resposta ao deputado Sérgio Moraes valeria, a não ser que ele tenha falado a pura verdade. O que adianta noticiar durante uma semana um escândalo e na semana seguinte os fatos se perdem como pó ao vento. Uma das explicações seria que novas informações aparecem? Ou não adianta falar muito, o povo esquece mesmo?

A culpa não é só da imprensa, mas do povo também, que não cobra, que não luta por seus direitos... O que adianta dizer que no município tal não tem escola? O povo por lá se rebela? O que adianta mostrar que os deputados usam indevidamente passagens áreas? O povo faz manifestações pedindo o dinheiro de volta? É... Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Assunto proibido?

Nesse fim de semana, abri um jornal local e uma notícia me chamou a atenção. O título era Vidas interrompidas. Num primeiro momento, imaginei que leria algo sobre aborto, porque apesar do título remeter a ideia de suicídio, sabemos que a mídia fecha os olhos para tal tema. A surpresa foi tamanha! Há muito tempo que não lia uma excelente matéria sobre suicídio.

Na capital do país, tem um shopping que, desde sua inauguração, ficou conhecido como ponto de suicidas. Várias vidas foram interrompidas por lá; mas a imprensa nunca noticiou se quer uma delas. É a convenção! O acordo. Não falamos de suicídios por ética, porque podemos influenciar os outros desequilibrados. Mas noticiamos casos de pedofilia, sequestros e estupros (!?!)

A matéria alertava que os suicídios, nesse shopping, já viraram caso de segurança pública. Um levantamento, na notícia, mostrava que de 2001 até o dia 9 de março deste ano, 12 pessoas se jogaram do shopping... No local, o assunto é proibido e quando alguém se joga, a segurança está preparada para abafar o caso e o morto... Foi o que revelou a matéria.
Não me interessaria ler uma reportagem sobre um empresário que deu um tiro na boca por uma desilusão amorosa, mas me interessa ler uma matéria como essa que comento. Não foi apenas uma pessoa que se jogou, o fato sempre se repetiu no local. O shopping é um estabelecimento privado e como tal deve zelar pela vida das pessoas que por ali circulam. Por lá, não existem cercas de proteção nem telas... E as cercas que existiam na imprensa, parece que estão sendo quebradas! Talvez, o assunto deixe de ser proibido e as vidas deixem de ser interrompidas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sem acento e assentos


Já não é novidade. Com a nova regra ortográfica, o voo perdeu o acento. A novidade é o assento que os parlamentares perderam no voo. Nesta semana, a Mesa Diretora da Câmara colocou um ponto final na farra das passagens áreas dos deputados. Claro que a exclamação apareceu... Os românticos deputados tentaram defender "seus" direitos dizendo que não poderiam deixar de ver suas esposas e famílias. No discurso faltou a vírgula para complementar que eles também não poderiam deixar de visitar suas amantes e belas cidades estrangeiras.

A interrogação entre as novidades é por que sempre aceitamos a anistia? Nessa farra, o dinheiro "do povo" foi pelo ralo. E os nossos defensores, ou melhor, nossos deputados, disseram que o passado é passado. Eita filosofia barata, mas só faltaram os dois pontos para finalizar a frase: "e quem vive de passado é museu". E o povo vive de impostos, que poderiam ser reduzidos se, pelo menos, metade desse dinheiro voltasse para os cofres públicos.

Só um parentese! Mais de 70% da população não faz ideia do que significa a farra das passagens áreas, disse uma comentarista de Política em um programa de rádio. E ela deve estar certa quanto ao número, porque me parece que junto com o povo tranquilo, que perdeu o trema; se perdeu a esperança também. Se ainda veremos um Brasil diferente? Só nos resta a reticência.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alguma coisa está fora de ordem


A Suprema Corte foi palco de um barraco... os ministros usaram bem o dito popular: roupa suja se lava em casa.
A ministra da Casa Civil vai à mídia dizer que está com câncer... ela só esqueceu de lembrar dos outros cânceres desse governo: do José Alencar, do Mensalão, da passagens áreas, das horas extras, dos grampos telefônicos. Haja quimioterapia!
A gripe suína chegou ao mundo... que coisa, não. Bem na semana que o Ministério da Saúde Brasileiro investe na Campanha de Vacinação de Idosos contra a gripe...
O atual presidente dos Estados Unidos aparece sem camisa em um jornal americano. O flagrante foi no Havaí, quando o político estava de férias e nem tinha assumido o cargo. Ainda bem que o presidente de lá está mais em forma do que o nosso...
E tem presidente colecionando processos de paternidade! O que chamou a atenção da imprensa e de todos é que o político era ex-bispo... Esse bispo com certeza era do Paraguai.
É, alguma coisa está fora de ordem... fora da nova ordem mundial...
Até o Cutucando o ponto está fora de ordem (das atualizações)...

sábado, 25 de abril de 2009

Cutucada da semana - Sem casamento

Faltando cerca de um mês para o casamento e no dia de chá-de-panelas, noivo rompe relacionamento e terá de indenizar a noiva em R$ 3 mil por danos morais. O decidido pela 5ª Câmara Cível do TJRS modifica, parcialmente, a sentença da Juíza Luciana Beledeli, da comarca de Tapes, levando em conta o sofrimento e o dissabor causados à mulher.
O ex-noivo ainda terá de ressarcir, a título de danos materiais, R$ 896,20 relativos a gastos com os preparativos da cerimônia, como a compra do bolo, confecção dos convites, parcelas de aluguel do vestido etc.
O compromisso foi desfeito, segundo depoimento da apelante, com um telefonema, e no dia em que se realizava o “chá de panela”. Razões essas que, agregadas à proximidade do casamento, justificam o pleito pelo dano moral, argumentou.
De sua parte, o homem justificou-se dizendo que evitava, com o rompimento, um casamento infeliz.
De acordo com o Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, diante das circunstâncias, o cancelamento das núpcias ocasionou constrangimentos à mulher que vão além de meros dissabores cotidianos. Citou a data do rompimento, causadores de “surpresa e desesperança”, e o fato de viverem os envolvidos em uma cidade pouco populosa.
Mesmo observando que o matrimônio deva ser fruto de manifestação livre e espontânea da vontade, o relator salientou o caráter pré-contratual da promessa de casamento e a imprudência do homem.
“É perfeitamente passível de ressarcimento o dano moral, afirmou o Desembargador Lopes do Canto, decorrente de situação constrangedora causada pelo réu, mediante o rompimento desmotivado do noivado, poucos dias antes da data marcada (...), tal medida abusiva resulta na violação ao dever de respeitar esta gama de direitos inerentes a personalidade de cada ser”.
Ao fixar a indenização em R$ 3 mil, o magistrado esclareceu que o valor não pode ensejar enriquecimento ilícito, tampouco deixar de punir, prevenir novos deslizes e considerar a condição econômica das partes envolvidas.
* Decisão publicada no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul - www.tjrs.jus.br

terça-feira, 21 de abril de 2009

49 anos


Antes de chegar aos cinqüenta, elas já sumiram com as linhas de expressão. As tecnologias cada vez mais avançadas deixam os traços iguais aos de quando ainda era uma menina. Diferente das mulheres brasileiras, que apostam nas plásticas e inovações, a capital do País chega aos seus 49 anos com os mesmos traços, com as mesmas linhas.

Brasília parece não ter medo de envelhecer. E enquanto as mulheres querem ficar sempre novas, Brasília, com os seus problemas, parece ser bem mais velha. A cidade já enfrenta desafios de capitais que tem mais de 100 anos. Trânsito parado, invasões (que são verdadeiras favelas), violência, falta de segurança, de serviços essenciais, desemprego, mendigos a cada esquina... São problemas que marcam a trajetória de uma cidade que foi planejada e sonhada como um paraíso.

Ainda na adolescência, aos 17 anos, Brasília conquistou sua autonomia para escolher seus governadores; mas parece que até hoje a pobre capital não conseguiu colocar no Poder alguém que reconhecesse a importância de preservar sua história, de valorizar o povo que aqui começou e os candangos que nasceram e serão raízes dessa capital...

A festa no coração de Brasília (Esplanada dos Ministérios) já está preparada. O povo vai “em peso” para um dos granados mais belos do Brasil. Neste dia, as lágrimas são de alegria ao ver os ídolos, grandes shows e espetáculos pagos com o dinheiro do povo, mas isso é segredo – pra que lembrar disso em dia de festa. O ano é 2009, mas a festa promete ser de majestades. No coração da capital vão estar duas rainhas: a dos baixinhos e a do Axé. A visita custou aos cofres públicos R$ 500 mil para cada uma.

O banquete é para o povo, mas só de sol, calor e alegria. Brasília, 49 anos...

** Foto da jornalista Regina Sousa - grande parceira de trabalho.