sábado, 7 de março de 2009

Cutucada da semana - Aborto

A menina de 9 anos que teve a gravidez de gêmeos interrompida, no Recife, deve receber alta nesta quinta-feira (5). Na parte da manhã, ela passou por uma avaliação no hospital onde está internada. Segundo os médicos, ela passa bem, está tranquila e deve receber alta na parte da tarde. Por decisão do Ministério Público de Pernambuco, a criança não retornará para a cidade onde nasceu, no interior do estado. Ela permanecerá no Recife, sob proteção.
Excomunhão
Na quarta-feira (4) o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou da Igreja Católica os médicos e todas as pessoas envolvidas na interrupção da gravidez, por entender que este procedimento é contra as leis de Deus.
De acordo com o médico Olímpio Moraes, se a gravidez continuasse, a saúde da menina poderia ser seriamente comprometida. “O risco poderia ser até de morte, ou uma sequela definitiva, fazendo com que ela não pudesse mais engravidar”, diz. No Brasil, a lei permite que o aborto seja realizado em caso de estupro, ou se a mãe corre o risco de morrer. “Ela está incluída nos dois casos. Como médicos, nós não podemos deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a este sofrimento, ou até que ela pague com a própria vida”, diz Moraes. O arcebispo considera que houve crime. “A lei de Deus está acima da lei humana. Quando a lei dos homens é contrária à lei de Deus, esta lei não tem nenhum valor”, diz o arcebispo.
Violência
A gravidez foi descoberta na semana passada, depois que a menina reclamou de dores e foi levada a uma unidade de saúde. Os médicos classificaram a gestação como de alto risco, pela idade e por ser de gêmeos. Segundo os médicos, a mãe pediu para que o aborto fosse realizado.
O padrasto da menina foi preso, suspeito de ter abusado da garota e ser pai dos bebês que ela esperava. De acordo com a polícia, a menina sofria violência sexual desde os 6 anos. O mesmo homem é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos.
* Matéria retirada do site G1, publicada em 05.03.09

sexta-feira, 6 de março de 2009

A próxima vítima


Se você me perguntar “como foi a semana?” Eu vou responder: violenta. Desde domingo que estamos sendo bombardeados com notícias na mídia sobre sequestros relâmpago, assaltos e assassinatos. Só na capital do País, foram oito sequestros relâmpago noticiados na semana. Sem contar aqueles que as vítimas não têm coragem de denunciar. No Rio de Janeiro, um casal também foi vítima de sequestro e o pior foi testemunha da maldade dos bandidos. Depois de ser jogado da encosta da Avenida Niemeyer, o casal ainda teve forças para dar entrevistas à imprensa e contar os momentos de terror.

Nós assistimos a tudo e ficamos, no mínimo, impressionados. Passamos a semana inteira olhando para todos os lados antes de entrar no carro, estacionamos em lugares mais claros, seguros. Trancamos a casa e voltamos para verificar se está trancada mesmo... E por aí vai... Somos contagiados pelo medo, pela insegurança - sentimentos que a mídia passa ao veicular (publicar) matérias sobre violência. A mídia está no seu papel, noticiar o fato; mas será que a cobertura que é feita hoje é de alerta ou de dramatização?

Pergunto isso, porque na maioria das matérias (que li e vi essa semana) sobre violência a vítima era o destaque da notícia. Por que não o secretário de Segurança? O governador? A polícia? Autoridades que possam falar que ações farão para combater à violência. Por que explorar ao máximo o momento de sofrimento do outro? Nós, telespectadores, ficamos atentos e sentimos até compaixão da vítima. Mas se o seu irmão, o seu pai, a sua mãe, a sua namorada, um amigo, fosse a próxima vítima. Você gostaria de ver, na mídia, o drama ou as ações para proteção e segurança da vítima e da sociedade?

* Ilustração - fotosearch.com.br


quarta-feira, 4 de março de 2009

A moda é exclusividade

Exclusivo! Nossa equipe de reportagem conseguiu imagens de um assalto a uma farmácia no Recanto das Emas. Exclusivo! Nossa equipe de reportagem teve acesso a documentos da Corregedoria da PM... Exclusivo! Nossa equipe de reportagem denuncia o caos nas escolas públicas do DF. Em entrevista exclusiva, o ministro da Fazenda fala sobre a crise econômica.

Sinceramente, o que é exclusivo? Nos telejornais, principalmente os locais, a moda virou a exclusividade. Tudo é exclusivo? Sentada no banco da faculdade, eu aprendi regras e valores para usar o “exclusivo”. Parece-me que hoje o adjetivo virou um imã para atrair os telespectadores. Imagina, você com a televisão ligada e o apresentador diz: “exclusivo”. É inconsciente, o seu olho nem pisca... Além de imã, o “exclusivo” virou vendedor de feira, grita ao seu ouvido para chamar sua atenção e você, muitas vezes, nem percebe que aquela notícia “exclusiva” nasceu de alguma outra dada por algum veículo de comunicação.

Fico me perguntando por que a mídia está apostando tanto nesse amuleto: exclusivo. Está faltando telespectador, leitor, ouvinte? Ou qualquer produção mais elaborada, que fuja do papai-mamãe jornalístico, já vira exclusivo?

Exclusivo! Foi o que vimos, por exemplo, nas imagens feitas por um cinegrafista de uma emissora, onde autoridades faziam gestos “obesos” em relação aos problemas da empresa área Tam. Quem se lembra do fato? Isso é que dá gosto de ver. Imagens de flagrantes, declarações dadas a um jornalista, documentos secretos que são revelados a uma fonte. Lembram-se do Garganta Profunda? Fonte secreta que revelou a um jornalista informações e denúncias do presidente Richard Nixon, no escândalo Watergate?
Espero que essa “nova” exclusividade que vem surgindo na mídia seja tão passageira quanto à moda... espero não ter quer voltar no passado para lembrar o que é “exclusivo”...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Ressaca do carnaval


Sei lá se o carnaval terminou ou se já começou o “esquenta” para 2010. Nesses dias de folia, o povo esquece dos problemas e a única regra é se divertir. Está certo, a gente já passa o ano preocupado demais. Vale usar qualquer fantasia, cantar qualquer ritmo, beijar na boca de qualquer pessoa e beber qualquer coisa que vá te deixar “doidão”.

Não tenho preconceito e até faço parte do bloco dos quaisquer... o que me chama atenção no carnaval é a inversão dos valores de notícia na impressa. Os assassinatos, a violência, a corrupção, as mortes e Cia dão lugares nas manchetes para as celebridades e rainhas seminuas e com corpos coloridos. Até os anônimos viram celebridades no carnaval e ocupam a capa de grandes jornais. Alguns amigos jornalistas retrucam: “Ué, Marina; mas é isso que o povo quer ler e ver. Ninguém quer esquentar a cabeça...”

Concordo! Ninguém quer esquentar a cabeça. No carnaval, o que vale mesmo é mostrar coisas coloridas, gente famosa, praias lotadas, blocos na rua, gente feliz. Mas, durante o carnaval coisas bizarras acontecem e a mídia dá apenas uma nota (ou nem dá). Foi o caso dos dois jovens mortos em Ouro Preto. No meio da multidão, eles levaram tiros nas costas e os corpos ficaram no chão. Depois que a multidão passou, cantando e sambando... lá estavam os corpos estendidos. “Quem matou? O que aconteceu? Brigas? Ciúmes?” Eu não sei dizer, nem mesmo o jornal que deu a notícia, porque a manchete era: Daniela Mercury caiu em cima do trio elétrico em Salvador. Ao abrir o jornal, fotos em sequência do tombo da rainha baiana. Já os jovens mortos... a notícia está na coluna lateral do jornal...

“A gente publica o que o povo quer ler, ver e ouvir. Publicamos o que vende!” Foi isso que uma amiga jornalista, que trabalha em um jornal impresso, me falou quando questionei esse fato... ainda bem que o carnaval passou e eu poderei (poderemos) voltar a ler notícias!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

É coisa de maluco...

"A norte-americana Lee Redmond, a mulher com as unhas mais compridas do mundo, sofreu um grave acidente de carro na terça-feira, o que compromete o lugar que ocupa no Guinness, o livro dos recordes. De acordo com a publicação, as unham tinham, juntas, 8,65m. Lee viajava no banco de passageiros quando foi projetada para fora do veículo, em Salt Lake City, no Utah. Ela sofreu ferimentos graves e foi socorrida imediatamente. Mas, de acordo com a polícia, Lee não corre risco de morrer. O site do Guiness revelou que as unhas “sofreram danos irreparáveis”. A mulher não cortava as unhas havia 30 anos. A mais longa delas — a do polegar direito — media 89cm."

*Notícia publicada no Correio Braziliense, 15.02.09.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Branco Obama


Os fios brancos de Obama começam a aparecer...
Não é só no Brasil que se sonegam impostos.
Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos confessou: "pisei na bola".
Dois de seus secretários desistiram de assumir o cargo.
Por que?
Esqueceram de pagar (ou omitiram) os impostos...
Lá se vai a esperança da mudança!