sábado, 13 de setembro de 2008

Cutucada da semana

Lula pede que julgamentos do STF não sejam transmitidos ao vivo

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que a TV Justiça edite os julgamentos e veicule apenas os trechos considerados mais importantes. Lula avalia que a TV virou “um elemento a mais” nos julgamentos, transformando-os em espetáculo.

Segundo o presidente, os ministros aproveitam a transmissão ao vivo para fazerem “discursos inflamados”. Além disso, a TV estimula os ministros a falarem mais sobre os processos e fazerem mais críticas ao governo.

A TV Justiça está no ar desde agosto de 2002 e transmite, ao vivo, a íntegra dos julgamentos realizados no STF às quartas e quintas-feiras. Apesar das críticas do presidente, não há sinais de que a programação será alterada. O ministro Gilmar Mendes é favorável às transmissões sem edição.
(*) Com informações do O Estado de S. Paulo.

Édison Mendes de Almeida [09/09/2008 - 00:16]
Mas Presidente! A TV não é "um elemento a mais"! Não!São milhares, milhões de cidadãos, telespectadores da administração e dos administradores do Brasil!Aliás, com o tremendo avanço da tecnologia da informação e das redes de dados, o senhor deveria providenciar a instalação de câmeras em todos os gabinetes públicos do país (a começar pelo seu, claro, para dar o bom exemplo). Conectadas à internet elas permitiriam aos quase 200 milhões de cidadãos brasileiros acompanhar ao vivo e a cores, e aplaudir, e se emocionar, e alçar vivas aos heróicos esforços, aos imensos sacrifícios, à lisura e à seriedade com que são tratados os interesses mais caros à vida e ao futuro deste povo varonil, que Portugal pariu!Já pensou? 400 milhões de “olhos olhando” para o senhor, 24 horas por dia? E 200 milhões de vozes ecoando e fazendo tremer a América aos gritos de “Olha o Lula lá! Olha o Lula lá! Fazendo tudo o que prometeu para nós”!Vai ser uma festa e tanto! E o marketing, então!?Pense nisso!

** Texto e comentário retirados do site http://www.comuniquese.com.br/, dia 08/09/08 - Editoria Primeiro Caderno

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Seja um idiota




A semana acabou. E as cutucadas apenas começaram. Essa é de Arnaldo Jabor...

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?hahahahahahahahaha!

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!



** Texto retirado do site: http://www.pensador.info/autor/Arnaldo_Jabor/

** Foto Banco de Imagens - http://www.fotosearch.com.br/

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Beatice, não!

Não pense que não tenho fé. Pelo contrário, leio a bíblia diariamente e faço minhas orações, mas da minha forma. E creio em Deus. Apesar de não aprovar as beatices que rolam por aí, já freqüentei diferentes igrejas e vi bastante coisa. Outro dia encontrei com um amigo que “mexe” com esses encontros de jovens. Resolvemos lanchar e ele insistia em me convencer a freqüentar um grupo de oração. Lá fui eu.

Uma semana, duas semanas, três semanas. Mil ave-marias, não sei quantos pai-nossos, salve-rainhas, que até decorei de tanto que “rezei”. Fiquei analisando aquele grupo. Fé assim é fácil. A gente se reúne, proclama umas palavras bonitas, de apoio e começa a “rezar”. Reza, reza, reza. “Ei, amigos, enquanto estamos aqui rezando, tem gente passando fome. Tem gente lá no Hospital de Base precisando de roupa, de sabonete, de lençóis. Tem crianças abandonadas nas creches, idosos que não recebem uma visita há anos”.

Não conseguimos formar um novo grupo para ajudar de fato o necessitado e mostrar que Deus também é caridade, é amor, é se esforçar para fazer algo diferente... além de rezar. Esse talvez seja só um exemplo dos milhares de grupos e milhares de cristãos que estão aí “rezando” para melhorar o mundo.

Ainda são poucos os que colocam a mão na massa e realizam um simples ato que muda a vida de alguém. Está difícil de encontrar pessoas que queiram dedicar uma hora de seu tempo a favor de quem precisa. Imagina, quem vai cuidar de doentes que nunca viu antes? Na porta da igreja tem pessoa que passa fome e frio. É, Deus já esteve nesse mundo...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ponte dos remédios










Brasília é uma cidade linda. Tem cada monumento para ser admirado. Eu gosto muito da ponte JK, inaugurada em dezembro de 2002. A cima dela, três arcos... embaixo, o lago. Quando a ponte foi inaugurada, a impressa destacou as belezas do monumento. Mas pra onde foi a poeira da obra? Existe boato de que recursos da Saúde foram “remanejados” para a construção da ponte. O rap brasiliense Genival Oliveira Gonçalves, o Gog, participou da gravação do DVD MTV Acústico de Lenine e cantou (e contou) a história da ponte da capital. Ele está certo. Todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o custo foi de R$ 174 milhões!

“Eu já atravessei a ponte do paraguai, um filme inspirou a ponte-do-rio-que-cai.
É sucesso em Campinas e na voz dos racionais, mas a ponte da capital é demais!
Projetada pra aproximar o centro, São Sebastião, o lago e o Paranoá.
Desafogar o tráfego na região, visitantes de chegada nova opção,
Fique ligado, acompanhe passo-a-passo,
Condomínios luxuosos por todos os lados, o congresso e o planalto colados,
Aqueles barracos ali ó, vão ser retirados.
A ponte é luxo, nada em mono só estéreo,
Mil e duzentos metros, louco visual aéreo.
Quem sobe é só pra regular a antena, reforce as pontes safena.
A ponte começou depois, mas terminou, bem antes que as obras do metrô.
Quem mora fora do avião, bate palma, aplaude, apóia, pede diversão.
A ponte é muito, muito iluminada, o pôr-do-sol numa visão privilegiada!
O povo que passa vê nela algo místico, a ponte virou ponto turístico.
A ponte é um vai-e-vem de doutor, tem ambulante, tem camelô.
Olha pra baixo vejo jet-ski e altos barcos, olha pra cima lá estão os três arcos.
A ponte saiu do papel virou realidade, novo cartão postal da cidade.
Um quer transformar em patrimônio mundial, outro num inquérito policial.
Então, então, então na sua opinião lenine,
Tá tudo normal ou existe crime?
Se souber um caminho de rocha me aponte,
(Lenine: Vai na fonte, vai na fonte!)
A ponte simboliza união, no nosso caso Brasília e sertão.
(Lenine: a ponte não de concreto, não é de ferro, não é cimento!)
É do vermelho, é do azul, é de cada elemento! Leva o nome de JK,
Que transferiu a capital do litoral pra cá,
Ah, lenine te peço mais um favor,
Conte a origem desse negro que se apresentou!
(Lenine: nagô,nagô, na golden gate).
(Lenine: Quem Foi?)
O projeto é do arquiteto Alexandre Chan.
(Lenine: pagaram??)
Todas as contas foram aprovadas pelo TCU
(Lenine: me diz quanto foi?!)Cento e sessenta e quatro milhões de reais!”




*Trecho da música A ponte, composição Lenine – MTV Acústico, participação Gog// Foto retirada do site http://www.geocities.com/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quem entende?

Aprovaram as propagandas “informativas” sobre as eleições 2008, que estão sendo veiculadas na televisão. A primeira que vi foi do "tal cometa" passando lá atrás e o mocinho perdendo o momento tão esperado. Será que todo mundo entendeu? Será que sabe o que significa "Quatro anos é muito tempo"? Acho que muita gente não compreendeu. Nem essa, nem as outras propagandas eleitorais.

Outro dia no salão, escutei uma cliente comentar que estava colocando algodão no ouvido, porque viu uma coisa na televisão de um “homem que estava sentando no parque e uma abelha entrou na orelha dele. Ele teve de conviver com o inseto durante quatro anos”. Hã, piada? Porque não foi você quem escutou. Não vou me assustar se daqui uns dias as pessoas começaram a sapatear ou andar em círculos no meio da rua.

Gastar tanto dinheiro assim, pode ser desperdício de verba pública. A propaganda não atinge seu objetivo. Os candidatos precisam prestar conta da verba gasta com a campanha. Será que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os gastos com essa publicidade? Enquanto isso, a realidade política no Brasil continua a mesma.

De quatro em quatro anos, a gente vai pagando mais caro pelas escolas que deixam de ser construídas, pela saúde que não existe, pelos nossos direitos que são sonegados, pelos asfaltos que nunca saíram do papel, pelo saneamento básico que é apenas uma promessa de campanha e pelo povo que empobrece a cada ano. A vaga pra ser político no Brasil está ficando concorridíssima. Só este ano, o TSE registrou 318.331 pedidos de candidatura. O seu voto não tem preço, a nossa ignorância tem!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Favorita a que?




Não vejo novelas, mas eu sou uma exceção.
A maioria dos brasileiros vê e se for da Globo, (ih) vira tema de discussão nas ruas. Chegar em casa e ligar a TV no canal 10 para assistir ao Jornal Nacional e depois à novela “das oito” é um costume que vem de anos. Sozinho, com a família, amigos ou mesmo com o cachorro, sempre tem alguém com a televisão ligada e os olhinhos grudados nas cenas da novela.

Até aí nada de “anormal”. É apenas um cotidiano. A moda agora é falar da Flora, personagem de Patrícia Pilar, e da Donatela, personagem de Cláudia Raia. As duas já viraram favoritas dos "noveleiros". De tanto escutar as estórias das personagens, resolvi dar uma espiadinha na novela. O enredo é sempre o mesmo. Impressionante! Uma vilã que faz coisas que até deus duvida. A injustiçada que sofre, mas nunca perde a esperança de vencer o mal. O marido que bate na mulher, o filho que é rebelde, o casal que se ama, mas só fica junto no último capítulo. E por aí vai...

Vai subindo a audiência da emissora e a gente perdendo a noção de conceitos básicos. Já reparou que em A Favorita (e tantas outras novelas) não existe uma família estruturada? Que traição é a coisa mais natural que existe? Que os temas abordados como a situação carcerária, casa de prostituição e políticos picaretas não são ficção? As novelas não relatam mais aquelas estórias românticas e comédias. Mas também pra que escrever sobre isso, já não dá mais tanto Ibope. As pessoas se acostumaram a ver a corrupção, o crime, o tráfico, a pedofilia, o assédio, a injustiça, a fome, a traição... e acham normal.

É normal mesmo. Diariamente, somos informados sobre policiais que atiraram contra o carro de uma família no Rio de Janeiro, crianças encontradas em vídeos pornográficos e abusadas sexualmente, juízes que são pagos para votar a favor de alguma malandragem, deputados que recebem lobistas em seus gabinetes, policiais envolvidos com traficantes e tantas outras “normalidades”. A diferença é que não dá para mudar o canal. Essa é a nossa novela. Cabe a cada um escolher o seu personagem.


(Foto de divulgação - retirada do site A Favorita)